Sexta-feira, Março 30, 2007
Quarta-feira, Março 21, 2007
Quarta-feira, Março 14, 2007
Acabei e gostei...

" Na minha prisão, pensava nele e pensar nele fortalecia-me. Pensava comigo mesma: "Nada disto importa porque eu e ele existimos no mesmo mundo com os mesmos rios e mares e montanhas." Que tola que eu era! "Não importa onde ele esteja", dizia a mim própria, "e não importa que eles se esforcem por nos manter separados, porque eles nunca conseguirão impedir-nos de contemplar o mesmíssimo céu, a mesmíssima lua e de sermos aquecidos pelo mesmíssimo sol". Por isso, sentia grande alegria em vislumbrar um destes eternos elementos: o sol, a nuvem, o azul do céu faziam-me sentir que saía vitoriosa daquele castigo.
"Mas, no fim, foram eles que ganharam..." (P190)
Todos ao amor
(Sarah Bain)O caos saiu á rua
Á procura da desgraça
Juntaram-se os dois numa dança
Fria e crua
Negra, baça
Juraram amor eterno
Infinita devoção
Mutilaram o tempo e o verso
Em inocente diversão
Á procura da desgraça
Juntaram-se os dois numa dança
Fria e crua
Negra, baça
Juraram amor eterno
Infinita devoção
Mutilaram o tempo e o verso
Em inocente diversão
(11minutos do que há de melhor)
Abençoados todos os enamorados
Só eles sabem que o são
Podem parecer para sempre distantes
Abençoados sejam
E se sentirem loucos
Acreditem sempre naquilo que vivem
E cada precioso momento
Seja intensamente vivido
Como se fosse o ultimo
Só eles sabem que o são
Podem parecer para sempre distantes
Abençoados sejam
E se sentirem loucos
Acreditem sempre naquilo que vivem
E cada precioso momento
Seja intensamente vivido
Como se fosse o ultimo
Vazio
Estendi nas pedras a alma
Que por elas se dilui
com a memoria, o desejo
Os sentimentos do que fui
Assim se foram os bons e maus momentos
Talvez um dia tudo possa acabar
E com o fim venha a paz e a calma
Inventasse Deus uma outra alma
Com capacidade infinita para amar
Que no meu coração desgastado
Está um buraco sem fundo
E sem fundo fica coitado
Porque para o encher não há já
Suficiente amor no mundo
Que por elas se dilui
com a memoria, o desejo
Os sentimentos do que fui
Assim se foram os bons e maus momentos
Talvez um dia tudo possa acabar
E com o fim venha a paz e a calma
Inventasse Deus uma outra alma
Com capacidade infinita para amar
Que no meu coração desgastado
Está um buraco sem fundo
E sem fundo fica coitado
Porque para o encher não há já
Suficiente amor no mundo
Se tiverem alguns minutos (30 min) para ouvir boa musica aqui fica a sugestão
Quinta-feira, Março 08, 2007
Foi ontem
Ontem foi aquele mais detestado (estupidamente detestado) dia. Ontem foi o dia em que me recordei que não sei a data de aniversario da maioria das pessoas que me rodeiam, que me são queridas e não.Faço trinta e três, adorei as minhas três queridas mulheres a cantarem-me os parabéns e pronto, assim fica descrito o menos desejado dia do ano (por mim).Agora e para que a leitura deste post valha alguma coisa (duvido que alguém o leia, excepto se algum engano ou acaso conduza alguém a este blog e a este post, e mesmo que o acaso me esteja favorável há que ter em conta que o facto de ter de ler português também é um entrave mas mesmo assim vá-se lá saber) aqui fica uma pagina em que estou simultaneamente a navegar e que me proporciona um bom momento nesta noite entediante.
www.malhanga.com/musicafrancesa
se não tiverem com muito tempo fiquem-se por;
Jane Birkin/Serge Gainsbourg
Je t'aime, moi nom plus
ou
Marc Lavoine
Toi mon amour
e aqui me fico...
se não tiverem com muito tempo fiquem-se por;
Jane Birkin/Serge Gainsbourg
Je t'aime, moi nom plus
ou
Marc Lavoine
Toi mon amour
e aqui me fico...
Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

Veio com o vento, a morte
Pelo silencio inesperada
Colhendo almas maduras
Que sorriem ao seu véu
Voando alegres pelo céu
Uma havia revoltada
Que era de todas a mais pura
Não voou, recusou
“Não tenhas medo e vem”
(pela voz de mil pessoas
Ecoando pelos astros)
“Não tenhas medo e vem dai”
Foi arrancada, arrastada
Torturada pela sua própria renitência
Deixando vazio um corpo atrófico
Fim de jornada, fim de existência
Presa a um novo destino
Origem de nova essência
De novas vidas vãs
“Não tenhas medo e vai”
(Como se mil trovões em uníssono gritassem)
Pelo silencio inesperada
Colhendo almas maduras
Que sorriem ao seu véu
Voando alegres pelo céu
Uma havia revoltada
Que era de todas a mais pura
Não voou, recusou
“Não tenhas medo e vem”
(pela voz de mil pessoas
Ecoando pelos astros)
“Não tenhas medo e vem dai”
Foi arrancada, arrastada
Torturada pela sua própria renitência
Deixando vazio um corpo atrófico
Fim de jornada, fim de existência
Presa a um novo destino
Origem de nova essência
De novas vidas vãs
“Não tenhas medo e vai”
(Como se mil trovões em uníssono gritassem)
“Anima esse corpo, Anima-o!!”
Há dias assim...
Podia dizer que me sinto só, me sinto triste, me sinto ansioso, frustrado, angustiado, revoltado. Podia dizer que ando azarado, com mau-olhado, embruxado, enfeitiçado, com quebranto, sem encanto. Podia dizer e dizer, utilizar e nomear, mil e um adjectivos que nem um nem todos juntos serão suficientes, nem tão precisos para explicar o que sinto.

Amanhã é que é e se assim não for fica para depois...

Amanhã é que é e se assim não for fica para depois...
Terça-feira, Janeiro 30, 2007
A corda e a vida

Pensei, na linha, nas linhas, no conjunto de linhas entrelaçadas, no fio, nos fios, no conjunto de fios entrelaçados, na corda, a corda que resiste, a corda que persiste, o tempo, o tempo, a corda, a linha que cede, as linhas que cedem, o conjunto de linhas que cedem, o fio, o fio que cede, os fios que cedem, os conjuntos de fios que cedem e a corda que resiste, que persiste até ao ultimo fio, até à ultima linha, até não mais poder, até ceder.
Pensei na vida como uma corda, nos fios e nas linhas como pedaços de vida, linhas essas que se vão partindo, cedendo, quando adoecemos, entristecemos, no luto, na perda, com o tempo, com as contrariedades inerentes à vida. Assim se perdem linhas, quantas linhas se perdem, quantas linhas cedem, por dia, por ano, por um desgosto de amor, na doença ou na dor.
Assim vão os fios, assim vai a corda, assim vai a vida.


